07/01/2022
20/11/2021
Consciência...
Dia 20 de novembro e me vem à mente a imagem da Soldado Fabiana.
Fabiana que entrou para a história não "apenas" como mais um(a) integrante da Polícia Militar assassinado(a) no desempenho de suas funções.
Fabiana foi o primeiro caso de morte de PM em Unidade de Polícia Pacificadora!
Um verdadeiro choque à época e com repercussão internacional.
Raro momento em que a morte em serviço de integrante da PM do RJ gerou tamanho estranhamento.
Sim, já faz algum tempo e hoje em dia o "sonho" da pacificação não é muito mais ou muito menos do que a realidade que o antecedia.
As coisas seguem como sempre seguiram...
As coisas são como são?
Algo mudou de lá para cá?
Alguém se lembra daquela ainda jovem mulher, nascida no interior do RJ e que envergava a farda da PM pacificadora na UPP Nova Brasília?
Seu homicídio foi elucidado?
Quem se importa?
Alguém ainda se lembra da Soldado Fabiana?
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22/03/2021
Como escapar de nós mesmos?
A reflexão é breve; talvez mais do que deveria, mas ainda assim o é (ou pretende ser).
Como chegamos ao ponto em que nos achamos? E como saímos dele?
Talvez o caminho, tal qual a virtude, esteja realmente no meio.
Os extremismos que têm nos habitado trazem no pacote a guerra aos seus opostos, mesmo quando não são de fato tão extremos e opostos quanto parecem ou como se deseja fazer parecer ser.
E interessa pontuar que para além dos fantasmas reais ou não que alimentam o desejo de guerra parece haver e em não poucas vertentes identidade de condutas, para acertos e desacertos, independentemente do “lado” de quem empunha a caneta e desfralda a bandeira.
Claro que o governo atual, democraticamente protagonizado por militares (talvez “como nunca antes na história do país”), tem se mostrado funesto e de certa forma até desavergonhado de suas flagrantes e cada vez mais gritantes imperfeições e... derrotas.
E claro que outros que o antecederam existiram e agiram de forma nem tão diferente assim. Mas, por certo, nunca com tamanha morbidez. Afinal, temos a pandemia...
E a dúvida persiste! Como nos livrarmos disso?
Infelizmente ou não nosso problema democrático resulta de nossas próprias escolhas (democráticas).
Logo, somos reféns de nós mesmos. Somos “soldados” voluntariamente alistados em um ou em outro “exército” e nos vemos sempre assombrados com a possibilidade de vitória de nosso “oponente”.
Mas o que fazer então?
Desertar!
Abandonemos o campo de batalha e mandemos nossos sempre seguros e bem remunerados “generais” (hoje mais do que ontem) às favas sejam quais forem as cores das “fardas” usadas (talvez se bem lavadas nem se mostrem tão diferentes assim).
Busquemos o caminho do meio!
Se não conseguirmos nos libertar de nós mesmos - dos extremismos que nos habitam - talvez sejamos responsáveis por delegar o poder a algo tão funesto e desavergonhado quanto o que hoje temos, tenha o mandatário o nome (e as “cores”) que tiver, inclusive, o mesmo.
Não há virtude e glória nos extremos.
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11/12/2020
Poeminha de ocasião
Da caminhada veio a inspiração.
Mas já adianto que é ficção.
Exercício de veia poética que sei, tenho não.
Causo de João, Manoel, Joaquim, Serafim e Sebastião.
João, gerente da firma de mineração.
Escrúpulos, não é segredo, não tem não.
Manoel, contador de causos e homem de ação.
Sabe bem quem é João e já contou pra multidão.
Joaquim, ficou fora da firma um tempão.
Voltou em busca de promoção.
De João recebeu comissão.
Cumpriu com capricho a missão.
Atacou Manoel com lança e facão.
Mas Serafim não gostou disso não.
Logo ele que é patrão do patrão.
Mandou João em Joaquim dar lição.
Mas Joaquim não só cumpriu a missão?
Pra João faz diferença não.
Só importa defender o quinhão.
A ordem que deu assumiu não.
Demitiu Joaquim de supetão.
Mas produziu barulho na multidão.
Tanto que logo em seguida à exclusão.
Recontratou Joaquim e prometeu promoção.
E a felicidade voltou à firma de mineração.
Ao menos até Manoel trazer um novo causo de João.
E Serafim, será que não sabe não?
Como diz o ditado, um dia a casa cai meu irmão.
Mas afinal, quem é Sebastião?
Presidente do sindicato, só não sei se de mineiro ou patrão.
Falar de Tião leva a nada não.
Ninguém dá importância quando simula alguma ação.
Nem mineiro, nem Manoel, nem patrão, nem João.
E menos ainda a multidão.
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10/09/2020
Só um cachorro
Com nome e sobrenome.
Elvis Aaron Presley é alguém com quem tive o prazer de conviver desde os tempos de Major.
Elvis que parecia quase conversar conosco... Parecia?!
Elvis alegre, brincalhão, inteligente e companheiro.
Elvis ranzinza, esfomeado e cheio de manias (como só beber água em caneca).
Elvis corajoso e forte diante de um sem número de remédios e de incômodas sessões de radioterapia.
Elvis que esperou a passagem do aniversário de seu pai para partir (no dia seguinte, data do aniversário da concorrente papagaia - terá sido ao acaso?!)
Elvis, um filho querido que partiu após mais de uma década literalmente ao nosso lado.
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19/06/2020
O velho normal do RJ
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23/04/2020
Vírus controlado!
Vírus carioca!
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28/03/2020
O melhor secretário de segurança que o RJ já teve
Vidas de crianças e de outros inocentes valorizadas e poupadas!
Polícia Militar com padrão ibérico de qualidade do ponto de vista da destinação, majoritária e incrivelmente focada na defesa da vida e não em "mirar na cabecinha".
Avanço da "polícia privada" presente e genuinamente fluminense, constituída à revelia da Constituição Federal, integrada e financiada por particulares, e gerida de "fora para dentro" contido.
Jogo do bicho parado!
Sim, verdade... No RJ do carnaval, da improbidade quase cultural, da convivência libertina e "oficial" com a contravenção, e da cotidiana e nada casual inversão de valores, o jogo do bicho está parado.
Como fica a propina? Haverá voucher?
Não por força, é verdade, da eficácia, eficiência e efetividade da condução e desfecho de inquéritos policiais, mas do descortino de nova e implacável vertente, de ordem sanitária, crimes contra a vida e o patrimônio em brusca queda.
A sensação de impunidade de cada dia dá lugar a uma quase certeza de "punição", ainda que de ordem difusa e não penal.
Como nem tudo são flores, a vida de policiais parece continuar a merecer o valor de sempre por parte do poder público local, já que embora as infrações penais derivadas de desobediência às restrições sanitárias impostas sejam penalmente de menor potencial ofensivo, a mantença - sabe-se lá por quais razões - da lógica de não encaminhamento direto e não presencial aos Juizados Especiais Criminais (em oposição ao que já ocorre em diversas outras UF) assume agora grande potencial ofensivo à vida de policiais militares e civis, familiares, "presos", testemunhas e da população em geral.
Pelo visto há paradigmas no RJ imunes mesmo à pandemia.
Mesmo assim, há um fato muito positivo que parece estranhamente incontestável.
O RJ vivencia hoje sua melhor "política de segurança pública".
Sim eu sei, a "política" é sanitária e não de segurança pública.
Aliás, o RJ sequer possui secretário de segurança e a "política de segurança" seria ou tem sido ditada pelo próprio chefe do poder executivo.
Logo, a lógica determina a curiosa conclusão de que ao menos no RJ e em se tratando de "política de segurança", não só as noções quanto a práticas, meios e fins tendem a ser nebulosas e confusas, mas a sua mera ausência fática, ainda que determinada por razões de saúde pública, tem sido infinitamente melhor do que sua presença, real ou pretensa.
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30/07/2019
Governador Wilson Witzel e a melhoria dos serviços públicos de natureza policial
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01/06/2019
Os três "pês"
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29/03/2019
Faz 30 anos
No dia 29/03/2019 e com a autoridade de meus precoces 47 anos de idade me vejo como um espírito no limiar do desencarne; um espírito apegado à matéria e muito mais temeroso do que curioso em relação à “nova vida” que se avizinha.
Verdade!
Sei que é lugar comum; só mais um jargão, mas de fato “parece que foi ontem”. E o amanhã assusta... O hoje!
Mas, tal qual o fluxo natural da vida, um dia as coisas têm mesmo que mudar.
Que jornada!
Sim, é verdade... A “chegada” me parece muito menos relevante do que o início do caminhar e muito menos ainda do que a viagem como um todo, com suas agruras, desafios, aprendizados e, sobretudo, realizações pessoais fruto dos bons combates que puderam ser travados e dos inúmeros camaradas de luta e de aprendizado, mesmo que nem sempre – raramente, é verdade – com vitórias ao cabo.
O prazer está no caminho...
"Alma nova da Pátria esperança, o cadete é vigor, é pujança..."
As batalhas são as medalhas...
E o fim... O fim não existe!
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