08/02/2007

Quem assassinou e quem elucidou.

A propósito do triste e revoltante evento criminoso que vitimou a pobre criança de seis anos na Zona Norte do Rio no dia de hoje, é importante destacar que não há como se atribuir responsabilidade à Polícia Militar pela ocorrência do evento.
Tudo bem... em seguida, como infelizmente costumamos fazer, havia uma viatura baseada no local do roubo, quase que legitimando (certamente sem tal propósito e às avessas) tal atribuição de responsabilidade.
E se outro roubo se der amanhã na via seguinte? E na seguinte? E na seguinte?
Afinal, há milhares de veículos roubados todo o mês no Rio de Janeiro.
Pode ser lamentável, mas a presença policial, pura e simples, não inibe, mas apenas desloca os delitos.
Por outro lado e falando em inibição, não parece haver qualquer dúvida sobre quem elucidou, em curtíssimo tempo, o violento delito. E não foi quem teria o dever de fazê-lo.
Não foi a Polícia Civil, que deveria ser eminentemente investigativa, a responsável pela identificação, prisão e apreensão dos infratores.
Foi, mais uma vez, a Polícia Militar. A mesma a quem provavelmente se tentará atribuir a responsabilidade pelo delito e, principalmente, por seu desfecho trágico.

3 comentários:

Ten. Allevato disse...

Maj Wanderby,
Tenho acompanhado de perto suas postagens em seu blog e no Blog 200 anos e saiba que tens meu total apoio. Oxalá outros oficiais ousassem e se levantassem contra os absurdos existentes em nossa bicentenária corporação, e que provavelmente não o façam por medo de perderem postos conquistados sem mérito, mas através de apadrinhamentos políticos que afastam das fileiras da corporação mão de obra que poderia estar sendo utilizada em prol da sociedade.
É extremamente necessária uma reforma em nossa briosa corporação, profissionalizando sua administração e deixando-a a cargo de oficiais que detenham os conhecimentos da ciência da administração - desde os tempos de academia sugeria aos meus companheiros que fizessem uma faculdade relacionada ao tema e a maioria dos oficiais insistem em seguir a cadeira do Direito, provavelmente pensando em um futuro economicamente mais promissor - acabando com o empirismo na condução de tão importante organização.
Para finalizar, a adoção de uma estratégia de marketing para começar a mudar a imagem que se tem dos policiais militares que, apesar dos desvios de conduta existentes, representam uma parcela minoritária do efetivo, mas por uma influência midiática expõem todo o efetivo aos comentários e às "responsabilizações imediatas" como resposta a atos e omissões das autoridades, como provavelmente acontecerá com mais esse triste episódio da violência urbana em nossa "Cidade Maravilhosa"

Wanderby disse...

Caro Allevato
A propriedade de suas colocações faz com que dispensem comentários.
A profissionalização é o verdadeiro caminho, talvez, o único.
Obrigado

Anônimo disse...

De Deus e da policia as pessoas só se lembram quando precisam. Depois se esquecem de Deus e falam mal da policia.