07/07/2007

PM UNIDA - Cenário e próximo passo.

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Buscando resumir a reunião realizada hoje (07/07/07) com o Sr Comandante Geral da PM, cabe ressaltar a ratificação pelo mesmo de sua labuta em prol da consecução, em perspectiva temporal a ser assinalada, de INTEGRAÇÃO SALARIAL entre a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Foi externada ainda a recusa às "propostas" de ordem remuneratória até agora apresentadas pela área econômica do governo, na pessoa do nacional SÉRGIO RUY BARBOSA, pelo qual foi demarcada a data de 20/07/07 para a realização de nova reunião sobre o tema e ao qual foi encaminhada pelo Sr Comandante Geral proposta de INTEGRAÇÃO SALARIAL.

Quanto ao próximo passo da mobilização e de acordo com deliberação tomada por maioria de votos, faremos REUNIÃO ABERTA A TODOS OS POSTOS E GRADUAÇÕES, conforme as seguintes prescrições:
Data:14/07/07 (sábado).
Hora:1000 h.
Local: Praia de Copacabana, "relógio do PAN" (altura da Av. Princ. Isabel).
Público alvo: militares estaduais do RJ.
Assunto: INTEGRAÇÃO SALARIAL.
Traje: Civil.
Observações preliminares:
Militares de serviço não deverão comparecer.
Todos deverão estar desarmados.
O caráter da reunião é pacífico e ordeiro.
A reunião dar-se-á de acordo com pauta previamente elaborada.

06/07/2007

PM UNIDA.

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Íntegra de matéria objeto da coluna do servidor do Jornal O Dia (07/07/07):

"MOBILIZAÇÃO
POLÍCIA MILITAR

Policiais Militares estão mobilizados em busca de melhorias salarias e de condições de trrabalho. Oficiais e praças escreveram cartas ao Governador Sérgio Cabral relatando a atual situação precária da categoria. A reivindicação central é a integração salarial com os policiais civis, mas o estado ofereceu abono de R$100,00 e chances de aumento em 2008. Apesar das dificuldades, sindicalistas ouvidos pela Coluna afastaram a possibilidade de greve. Mas uma reunião hoje com a PM pode mudar esse quadro.".

A PM EM UNÍSSONO.

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Concluída, a reunião levada a efeito hoje (06/07/07) no auditório do QG parece haver tornado a Corporação ainda mais forte para BRIGAR pelo que lhe é devido, uma vez que TODOS OS CORONÉIS da Polícia Militar do RJ ratificaram os termos da "carta dos Barbonos", na qual figura como primeiro pleito a INTEGRAÇÃO SALARIAL.

A íntegra:

"POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
198º ANIVERSÁRIO DE CRIAÇÃO DA DIVISÃO MILITAR DA GUARDA REAL DE POLÍCIA

PRO LEGE VIGILANDA
“GRUPO DOS BARBONOS”

Aos três dias do mês de julho do ano de dois mil e sete, os Coronéis signatários, encaminham ao Exmo Sr Coronel PM Ubiratan de Oliveira Ângelo, mui digno Comandante Geral da Bicentenária Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro; ao Exmo Sr Delegado de Polícia Federal José Mariano Benincá Beltrame, Secretário de Estado de Segurança Publica; ao Exmo Sr Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho e a todos os Cidadãos Brasileiros, através dos órgãos da mídia, o presente documento contendo as principais e urgentes necessidades dos Oficiais e Praças da Corporação, objetivando resgatar a cidadania, a dignidade pessoal e profissional de todos nós, permitindo que possamos cumprir as nossas missões constitucionais, servindo e protegendo cada cidadão desse estado, mesmo com o sacrificio de nossas vidas.
Ressalte-se, que as necessidades em questão não tiveram origem neste governo, pois trata-se de conseqüência de décadas de descaso; de falta de comprometimento de governantes e de irresponsabilidade de inúmeras administrações. O grupo escolheu este momento por entender que o mesmo é extremamente oportuno, tendo em vista a postura favorável da atual administração estadual que elegeu a segurança pública como prioridade dentre todas as prioridades do estado.
Insta esclarecer que o documento tem por foco externar os principais anseios Institucionais e foi redigido por um restrito grupo de ocupantes do último posto da hierarquia da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, todos, em pleno exercício de cargos da maior relevância interna corporis.
Os Coronéis signatários são contemporâneos de agruras, aspirações e decepções ao longo de mais de 30 (trinta) anos de serviço ativo e tendo por objetivo o desejo de que, ao menos agora, à chegada ao topo da escalada, como legítimos representantes, propor e desenvolver atividades concretas para a promoção de mudanças objetivas no quadro de falência múltipla da Polícia Militar que hoje se apresenta, certos de que devem agir assim, senão por imposição legal, por obrigação moral de fazer algo para reverter tal quadro.
O "Grupo dos Barbonos", referência derivada da denominação histórica da sede do Quartel do Comando Geral da Corporação, tem parâmetros claros de atuação, tendo sido sua existência, constituição e finalidade, objeto de prévia cientificação não apenas ao mandatário direto da PMERJ, seu digno Comandante Geral, como também à pessoa do Exmo Sr Secretário de Estado de Segurança Pública.
Nós desejamos, com enfoque na mais absoluta transparência e sem olvidar um só segundo sequer dos preceitos basilares corporativos, a hierarquia e a disciplina militares, não apenas externar necessidades urgentes e indispensáveis, alusivas às muitas dezenas de milhares de homens e mulheres que labutam em nossa profissão policial militar e aos seus dependentes, como também sensibilizar a maior autoridade do Poder Executivo do Rio de Janeiro, para que as satisfaça.
Os nossos parâmetros são a busca ininterrupta dos objetivos institucionais; não recuar jamais nessa busca; a preservação da honra e da dignidade profissional; o respeito a hierarquia e a disciplina militares; o apoio integral ao Comando Geral da Polícia Militar, para o desenvolvimento de um projeto de comando para os próximos 4 (quatro) anos, desde que respeitados os objetivos da Polícia Militar e o compromisso de não assumirmos, nesse período, as funções de Comandante Geral ou de Chefe do Estado Maior Geral, em nenhuma hipótese, caso convidados.
Diante do exposto, pontuaremos, de forma concisa e objetiva, as principais, urgentes e indispensáveis necessidades institucionais para que o Policial Militar volte a ser um cidadão brasileiro:

Tópico nº 1 – Estabelecimento, no mínimo, de uma política salarial calcada na integração remuneratória entre as forças policiais do Rio de Janeiro.

Em nada colabora com a democracia e mesmo com a necessidade de integração de forças, o fato de termos duas polícias com funções complementares e interdependentes, coabitando o mesmo espaço geográfico, com níveis salariais absolutamente díspares, a ponto de tanto na base, quanto no topo, alcançarem diferenciais próximos de 100 % (cem pontos percentuais).
Portanto, urge a implementação da proposta apresentada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, onde se busca equiparar os vencimentos das duas Instituições, o que possibilitará, principalmente, que o Praça da Polícia Militar possa viver dignamente, afastando-se da situação famélica hoje vivenciada.
Os salários famélicos não determinam, mas concorrem para a prática de desvios de conduta (crimes e transgressões disciplinares).
Considerando a hora trabalhada pelos integrantes dos níveis iniciais das instituições policiais, um Policial Militar ganha duas vezes menos que um Policial Civil; seis vezes menos que um Policial Militar da Força Nacional de Segurança e quase dez vezes menos que um Policial Federal.

Tópico nº 2 - Retorno aos quadros da Corporação dos milhares de Policiais Militares desviados de função – Fim da Terceirização da Polícia Militar.


Por óbvio que seja, resta aqui pontuar que policiais militares são contratados e custeados pelo erário para, mediante concurso público, exercer os misteres constitucionais específicos enumerados na Carta de 1988, ou seja, a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.
Promover o retorno dos milhares de Policiais Militares, Oficiais e Praças, que se encontram à disposição de diversos órgãos e autoridades, desviados das funções para as quais foram recrutados, selecionados e formados, e ainda, ganhando gratificações, embora não exerçam funções policiais militares, sobrecarregando todos os Policiais Militares que continuam trabalhando e arriscando as suas vidas em defesa da Sociedade Fluminense.
Hoje existem convênios para a cessão de policiais militares nos seguintes órgãos: Banco Central, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
Convém destacar que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, que utiliza centenas de policiais militares, não celebrou convênio com a Polícia Militar e não paga qualquer importância pela cessão dos Policiais Militares.

Tópico nº 3 - Solução de continuidade nos processos de admissão da Corporação (Oficiais e Praças) até que sejam supridas integralmente as necessidades elencadas nos tópicos nº 1 e 2.

Por coerência e economia de recursos públicos, é mister que novas contratações sejam precedidas da indispensável recuperação salarial e do retorno dos desviados de função, de sorte a possibilitar o aperfeiçoamento quanto à aferição de reais necessidades, bem como a captação de postulantes em níveis cada vez melhores.
Em conseqüência, não incorporar nenhum Oficial ou Praça enquanto não forem solucionados os graves problemas citados anteriormente.

Tópico nº 4 – Fim da Etapa de Rancho – Pagamento da Dívida - Autonomia Administrativa – Dotação Orçamentária.

Conceder à Polícia Militar a dotação orçamentária específica, desvinculada da verba destinada à alimentação de nossa tropa, que permita a manutenção das edificações, das viaturas e de todos os equipamentos necessários ao desempenho das missões, bem como, permita a aquisição dos recursos materiais indispensáveis para a modernização tecnológica e o correto desempenho das missões de preservação da ordem pública.
Basta de se economizar na alimentação da tropa para empregar as sobras como único meio de manter funcionando, mesmo que de modo precário, os aquartelamentos, as viaturas e os equipamentos da Polícia Militar.
O Policial Militar, o herói social, merece ser tratado com respeito, portanto, os quartéis favelizados e as viaturas sucateadas não devem fazer parte de nossa rotina.
Piorando o quadro esclarecemos que o Estado do Rio de Janeiro paga como etapa diária para alimentação de um Policial Militar o valor de R$ 2,71 e o último repasse de etapas foi relativo ao mês de novembro de 2006, portanto, com 8(oito) meses de atraso, existindo uma dívida de R$ 25.133.620,08 até maio de 2007.
O Policial Militar deve receber o ticket alimentação tal como recebe o Policial Civil.

Tópico nº 5 – Promoção de condições dignas de trabalho.

Enquanto inexistir uma dotação orçamentária específica e diante da imperiosidade de prover uma alimentação saudável para a tropa, se faz necessário que o poder público promova melhores condições de trabalho.
O espaço restrito imposto pelas presentes linhas, embora incompatível com o razoável aprofundamento de tão importante tópico, permite que pontuemos, dentre algumas outras, as seguintes necessidades prementes:
- Reforma urgente das edificações (Organizações Policiais Militares), considerando que algumas estão colocando em risco Policiais Militares e o público em geral;
- Compatibilizar a carga horária de trabalho de modo a permitir a qualificação profissional do Policial Militar;
- Aquisição de viaturas, inclusive blindados;
- Aquisição de equipamentos de proteção individual;
- Aquisição de armamento e munição;
- Aquisição de fardamento para os Alunos dos Cursos de Formação e para os Cabos e Soldados;
- Aquisição de recursos tecnológicos destinados ao emprego no sistema de Inteligência (EMG-PM/2) e de Correição da Corporação;
- Promover a informatização da Polícia Militar, poupando recursos humanos e agilizando tarefas; e,
- Desenvolver em caráter urgente um programa de manutenção, basicamente de viaturas e armamento, para a recuperação do que ainda for servível.

Tópico nº 6 – Estabelecimento e Respeito ao Limite de Carga Horária.

Implantar o regime de 44 horas semanais, com pagamento de horas extras proporcionais.

Tópico nº 7 – Saldar a dívida do Estado com o Fundo de Saúde da Polícia Militar.

A Polícia Militar possui o seu Sistema de Saúde próprio, custeado pelo Fundo de Saúde da Polícia Militar (FUSPOM), para prover a saúde dos seus milhares integrantes e de seus dependentes.
Os recursos do FUSPOM são oriundos de descontos mensais nos contracheques dos Policiais Militares e de uma contrapartida do Estado, considerando que a inexistência do nosso sistema sobrecarregaria ainda mais as já combalidas redes de saúde estadual e municipal.
Entretanto, o Estado não repassa a parcela do erário destinada ao Fundo de Saúde da Corporação, sendo que a dívida atualmente é da ordem de R$ 109.445.098,45 e o último repasse feito foi relativo ao mês de janeiro de 2006.
Saldar a dívida é indispensável para que possamos promover a saúde institucional, deixando de economizar na comida para comprar remédios.


Tópico nº 8 – Policiais Militares – Invalidez em Serviço – Triênios Integrais – Pensão Estadual.

O Policial Militar arrisca rotineiramente a sua vida em defesa da sociedade, sendo que muitos perdem a vida, deixando os seus dependentes em situação precária, enquanto outros ficam inválidos, impossibilitados de exercer qualquer outra atividade.
Nada mais justo que o imediato estabelecimento da integralidade de gratificação por tempo de serviço (triênios) para militares inativados para o serviço policial militar, fruto de incapacidade definitiva adquirida em conseqüência de ato de serviço.
O estabelecimento de uma pensão militar estadual, também é urgente, considerando as sérias dificuldades financeiras enfrentadas pelas nossas pensionistas, que precisam sustentar a família e percebem uma pensão irrisória, na maioria dos casos.

Tópico nº 9 – Apoio as propostas de modificação das legislações referentes às promoções.

A Polícia Militar precisa do apoio do Executivo e do Legislativo para viabilizar as alterações nas referidas legislações, buscando ter o critério meritório nas promoções de Oficiais e Praças como base e não o critério de tempo de serviço, que contribui para a desqualificação do nosso efetivo.
Regularizar as promoções dos Oficiais do Quadro de Oficiais de Administração, atualmente estagnado, motivando os referidos Oficiais que inclusive atuam rotineiramente nas atividades operacionais.
As propostas serão debatidas exaustivamente interna corporis, antes de serem apresentadas, enquanto isso não devem ser acolhidas propostas que resultem em aumento ou diminuição de interstícios para promoções de Oficiais ou de Praças.
Revogação das legislações que não possuem qualquer interesse Institucional, tais como a Lei n.º 4.024/2002 (promoção do Tenente Coronel ao posto de Coronel após 32 anos de serviço), que deve ser aplicada pela última vez nas promoções de agosto/2007 e a esdrúxula Lei n.º 4.848/2006 (promoção na cédula de identidade), que não possui qualquer legitimidade.

Tópico nº 10 – Apoio para a implantação de um novo Quadro de Distribuição do Efetivo.

A Polícia Militar não possui um Quadro de Distribuição de Efetivo (QDE) atualizado, sendo que algumas Organizações Policiais Militares sequer possuem um QDE, o que causa grande prejuízo financeiro para os Policiais Militares, pois exercem funções superiores e não podem perceber a justa contrapartida nos vencimentos.

Tópico nº 11 – Termo Circunstanciado – Projeto Piloto.

A confecção dos Termos Circunstanciados pela Polícia Militar já é uma realidade em vários Estados da Federação, permitindo uma melhor prestação de serviço ao cidadão e a racionalização do emprego dos recursos humanos, sobretudo da Polícia Civil.
A experiência exitosa realizada no 7º BPM e politicamente interrompida merece ser revivida em um Projeto Piloto.
Portanto, a imediata implantação de projeto piloto, contemplando a lavratura de termos circunstanciados e ainda o registro de ocorrências que não contemplem flagrante delito pela Polícia Militar, será benéfica para todos, principalmente para o povo fluminense.
Convém destacar que em consulta realizada através da Secretaria de Estado de Segurança Pública à Procuradoria Geral do Estado, mereceu parecer favorável quanto a elaboração do Termo Circunstanciado previsto na Lei 9099/95 pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.


Tópico nº 12 - Adoção de mecanismos legais compatíveis, no sentido de que apenas os ocupantes dos cargos de Comandante Geral e de Chefe do Estado Maior da Corporação possam exceder o tempo máximo de permanência no posto de Coronel na condição de ativos.

Não existe qualquer interesse Social ou Institucional, qualquer motivo que determine tal privilégio, qualquer finalidade a ser alcançada e nem mesmo faz sentido que cargos outros, marcadamente externos à Corporação, gozem de tal prerrogativa.
Portanto, deve-se revogar em caráter de urgência todas as legislações estaduais que permitem que Coronéis permaneçam no serviço ativo, após os 6 (seis) anos da última promoção e não legislar mais nesse sentido absurdo.
Toda legislação deve obedecer ao interesse social e ao interesse institucional, essas legislações não alcançam tais interesses, restringindo-se a interesses pessoais ou de pequenos grupos que desejam um tratamento privilegiado.
Portanto, urge promover a revogação de tais privilégios concedidos através de modificações no parágrafo primeiro, do artigo 96, da Lei n.º 443, de 1 de julho de 1981, realizadas por meio da Lei n.º 4.043, de 30 de dezembro de 2002 e Lei 5.019, de 19 de abril de 2007.

Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira – Coronel
Diretor Geral de Finanças

Paulo Ricardo PAÚL – Coronel
Corregedor Interno

Gilson PITTA Lopes – Coronel
Chefe da Segunda Seção do Estado Maior Geral

Dario CONY dos Santos – Coronel
Comandante da Escola Superior de Polícia Militar

Rodolpho Oscar LYRIO Filho – Coronel
Comandante da Academia de Polícia Militar – D. João VI

LEONARDO PASSOS Moreira – Coronel
Chefe do Centro de Comunicações e Informática

Francisco Carlos VIVAS – Coronel
Diretor Geral de Apoio Logístico

Ronaldo Antonio de MENEZES – Coronel
Comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária

Renato FIALHO Esteves – Coronel
Comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
".


JUNTOS E CADA VEZ MAIS FORTES!

A propósito, considerando a possibilidade de que a área financeira do estado possa pretender "empurrar com a barriga" o pleito de integração salarial, rogo aos Srs oficiais chamados à reunião de 07/07/07, 1500 h, que estejam aptos a decidir quanto ao(s) próximo(s) passo(s) a ser(em) adotado(s) dentro da lógica já discutida e a mobilizar prontamente a tropa em relação ao(s) mesmo(s).


01/07/2007

A T E N Ç Ã O - I M P O R T A N T E

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Caros Srs.

Atendendo às necessidades DA CORPORAÇÃO e lembrando de que a pauta é INTEGRAÇÃO SALARIAL, informamos que o encontro com o Sr Cmt Geral será às 1500 h e não mais 1000 h.

Sendo assim:

Data: 07/07/07 (sábado)
Hora: 1500 h
Local: QG (auditório)
Traje: Civil
Tema: I N T E G R A Ç Ã O S A L A R I A L
Comparecimento: Oficiais que assinaram a carta aberta ao Governador.

Rogamos que por favor não faltem ao encontro e ainda que mantenham firme o propósito de busca de INTEGRAÇÃO SALARIAL ENTRE A POLÍCIA MILITAR E A POLÍCIA CIVIL.

Reiteramos pedido aos demais BRAVOS oficiais PM, BM e praças no sentido de que permaneçam mobilizados e aguardem orientações derivadas dos acontecimentos que se avizinham.

JUNTOS (BARBONOS, EVARISTOS, COMANDANTES E DEMAIS OFICIAIS E PRAÇAS, PM E BM), SOMOS FORTES!

TENHAM CERTEZA.


Os "40 da Evaristo" - Próximo passo.

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Caros Srs.

Gostaríamos de solicitar a presença de TODOS OS OFICIAIS PM QUE ASSINARAM a "carta aberta ao Governador" para encontro com o Sr Cmt Geral da PMERJ em 07/07/07 (sábado), às 1000 h, no Quartel General (auditório), sendo certo que de acordo com autorização do próprio Comando Geral, o encontro dar-se-á em TRAJES CIVIS.

Tema: INTEGRAÇÃO SALARIAL.

Oficiais cuja presença é solicitada, esperada e, com a devida vênia, necessária:

LUIS ANTONIO CORSO DA COSTA, TC PM; WANDERBY BRAGA DE MEDEIROS, Maj PM; FABIO GONÇALVES DE CARVALHO, Maj PM; ROBERTO CAVALCANTI VIANNA, Maj PM; ROGÉRIO FIGUEREDO DE LACERDA, Maj PM; EIMAR RODRIGUES PEREIRA, Maj PM; MARCUS VINÍCIUS RODRIGUES, Maj PM; MARCOS ANDRÉ TORTOLA, Maj PM; WAGNER MELLO DA SILVA, Maj PM; LUIZ CARLOS DOS SANTOS BAPTISTA, Maj PM; VITOR AUGUSTO R. SERRA, Maj PM; GUSTAVO PINHEIRO MARQUES, Maj PM; LEONARDO DE MIRANDA QUEIROZ, Maj PM; RUBENS CASTRO PEIXOTO JR, Maj PM; MARCO ANDRADE, Cap PM; NADIA LUANA CARDOSO DA CONCEIÇÃO, Cap PM; PATRÍCIA LIMA DE C. SERRA, Cap PM; WANDERSON BRAGADE MEDEIROS, Cap PM; MÁRIO MARCELO DIAS BRASIL, Cap PM; ROBSON AROUCHEM CARDEAL, Cap PM; ELIÉZER DE OLIVEIRA FARIAS, Cap PM; ADRIANO DE SIQUEIRA BULHÕES, Cap PM; ARISTHEU DE GÓES LOPES, Cap PM; LUIZ ALEXANDRE SOUZA DA COSTA, Cap PM; MÔNICA RIBEIRO PEREIRA, Cap PM; SIDNEI ROBSON PAZINI DA SILVEIRA, Cap PM; DÉCIO KEIJI TAKAMINE, Cap PM; TOMÉ A. DE SOUZA, Cap PM; MAURICIO VIEIRA, Cap PM Ref; ANTONIO TADEU REIS BARBOSA, 1º Ten PM; RODRIGO CERESER CAMARA, 1º Ten PM; ANDRÉ LUIS FERNANDES DE MORAES, 1º Ten PM; BRUNO SCHORCHT, 1º Ten PM; RENATA DE MORAES MATTOS, 1º Ten PM; MARCIO PEREIRA DO COUTO, 1º Ten PM; IVAN SOUZA BLAZ JÚNIOR, 1º Ten PM; ANTONIO F. DA COSTA NETO, 1º Ten PM; FLÁVIA GABRIELLA DE SANATANA, 1º Ten PM; ANDRÉ VIEIRA GUEIROS, 1º Ten PM; CARLOS EDUARDO OLIVEIRA COSTA, 1º Ten PM; SARITA VIANNA DOS SANTOS, 1º Ten PM; ANGELICA VELLOSO, 1º Ten PM; ORLINDA CLAUDIA ROSA DE MORAES, 1º Ten PM; RUBENS DO VALLE LUCIO DA SILVA, 1º Ten PM; EDSON RAIMUNDO DOS SANTOS, 1º Ten PM; MICHAEL BASTOS SANTANA, 1º Ten PM; JAGUARIBE DO NASCIMENTO FERREIRA, 1º Ten PM; RICARDO RIBEIRO BALDANZA, 1º Ten PM; JAQUELINE VICTÓRIO R. CARVALHO, 1º Ten PM; FABIANE CARDOSO MACHARET, 1º Ten PM; GLEISON NUNES DUTRA, 1º Ten PM; LUÍS GUSTAVO A. FREITAS, 1º Ten PM; LEONARDO NOGUEIRA, 1º Ten PM; GLAUCO SCHORCHT, 1º Ten PM; JORGE AURÉLIO SAMPAIO FERREIRA, 2º Ten PM; RUBENS SANTIAGO DOS SANTOS, 2º Ten PM; ROGERIO DA NATIVIDADE REGIS, 2º Ten PM; DAVID RICARDO GONÇALVES COSTA, 2º Ten PM; ANDRE LUIZO. DE ALBUQUERQUE, 2º Ten PM; LEANDRO MATIELI GONÇALVES, 2º Ten PM; RODRIGO FERNANDES QUEIROZ, 2º Ten PM; ANDRÉ LUIS DE AZEVEDO REZENDE, 2º Ten PM; CARLOS HENRIQUE C. BARRIM, 2º Ten PM; THIAGO LUIZ RIBEIRO TEIXEIRA, 2º Ten PM; ELTON COSTA GOMES, 2º Ten PM; JOÃO PAULO RODRIGUES DA SILVA, 2º Ten PM; EMERSON JOSÉ DA SILVA MOURA, 2º Ten PM; RAFAEL FERNANDES ALBERDI, 2º Ten PM; FILIPE MATOS DE CARVALHO, 2º Ten PM; MONIQUE ARAUJO DAMASCENO, 2º Ten PM; FRANCISCO AMORIM MAGALHÃES, 2º Ten PM; JÉSSICA FARIA DE ALMEIDA, 2º Ten PM; MICHELLE MARIANO FIALHO, 2º Ten PM; GIANCARLO SANT'ANA SANCHES, 2º Ten PM; LUIS FILIPE B. DA COSTA, 2º Ten PM; ABRAHÃO DE SOUZA CLIMACO DA CUNHA, 2º Ten PM, e DANIEL DA CUNHA NEVES, 2º Ten PM.

Quanto aos demais militares (oficiais PM, BM e praças), rogamos, ainda, que aguardem.

Os "40 da Evaristo" - Íntegra do documento elaborado.

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CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DO ESTADO

Rio de Janeiro, em 02 de julho de 2007.

Exmo Sr Sérgio Cabral Filho, MD Governador do Estado do Rio de Janeiro.

Nós acreditamos que dias melhores viriam.
Acreditamos na clara sinalização de que antigos pleitos lograriam, enfim, a devida atenção.
Acreditamos quando observamos em nossas publicações internas a nomeação de comissões para a apresentação de propostas concretas alusivas às nossas maiores agruras.
Acreditamos nas palavras de nossos mandatários, quando diziam, com vigor poucas vezes visto, que era "à vera".
Dias e meses se passaram, mais vidas dos nossos foram ceifadas, e nós não recebemos até o momento sequer satisfação objetiva quanto ao atendimento ou não do que foi pleiteado.
Continuamos a ver nossos subordinados premidos à utilização de viaturas sem condições mínimas de trafegabilidade, a observar clara leniência estatal em relação ao jogo do bicho, a conviver com vergonhosa escassez de fardamento e de equipamento de proteção individual para nossa tropa, a conviver com a incerteza quanto à percepção mesmo do que é nosso direito, como o valor remuneratório de 1/3 alusivo às férias.
Continuamos a lidar com a imoral utilização de verba destinada à alimentação para a manutenção das Unidades, a observar a ausência de utilização de parâmetros quanto à carga horária que nos é imposta, a não ter carga horária definida e, menos ainda, o pagamento de horas extraordinárias de trabalho; continuamos a ver nossas pensionistas privadas do instituto legal da pensão militar, a observar as dificuldades de nossos militares incapacitados definitivamente para o serviço, privados que estão da percepção de integralidade trienal.
Continuamos a lidar com as dificuldades de nosso sistema de saúde, credor em quase R$100.000.000,00 em relação ao próprio estado do RJ, inadimplente nos repasses legais que insiste em ignorar.
Continuamos a observar a subutilização de nossos militares, presos a arcaicos paradigmas, atuando como meros "garotos de recados" em relação às Delegacias de Polícia e impossibilitados de acessar os mais elementares bancos de dados.
Continuamos a aguardar pacientemente a conformação de nosso estatuto disciplinar ao regramento constitucional.
Como se não bastasse, continuamos ainda a lidar com perspectivas outras que tendem a promover o agravamento da conjuntura na qual nos encontramos, como, por exemplo, a elevação do tempo de interstício para promoções e ainda o alargamento do tempo de permanência no último posto da Corporação.
Mesmo assim, continuamos a partir para o enfrentamento da criminalidade, mote tão apregoado ao longo dos últimos meses; e continuamos, é claro, a observar os nossos sucumbirem e, mesmo assim, diante de tudo o que nos falta, continuamos.
E continuamos, caro mandatário, a merecer remuneração vexatória, qualificação derivada não apenas tendo em conta o trabalho realizado e, principalmente, as condições em que ainda é feito, mas considerando ainda as discrepâncias existentes em relação aos nossos próprios irmãos de armas, integrantes da briosa Polícia Civil do mesmo Rio de Janeiro.
Como falar em integração policial, quando o topo de dada instituição percebe mais de que 1500% em relação à base da outra? Quando mesmo entre níveis de autoridade relativamente equivalentes, as discrepâncias variam, sempre, entre dois e três dígitos percentuais?
Pois bem, não vamos falar aqui da "Polícia que queremos", pois sabemos que todos os pleitos já lhe foram encaminhados.
Vamos falar em respeito!
Respeito traduzido não apenas em reajuste salarial, mas em algo que entendemos deve, por justiça e coerência, precedê-lo:

INTEGRAÇÃO SALARIAL DAS FORÇAS POLICIAIS FLUMINENSES.

Objetivamente, desejamos que a remuneração concedida a Coronéis e Delegados de 1ª classe seja idêntica e que, a partir de então, seja aplicado o escalonamento vertical definido em lei, acarretando melhor nivelamento de graus hierárquicos da Corporação com similares da Polícia Civil e abrindo espaço para a concessão de reajustes pontuais à mesma, com o fito de otimizar tal equivalência.
Sendo claros, não aceitaremos que apenas determinada parcela de níveis hierárquicos seja abarcada por tal processo de integração e desejamos que ele traga benefícios também à própria Polícia Civil.
Queremos a integração total, desde o Coronel ao Soldado, abrindo espaço ainda para a melhoria dos patamares salariais ostentados pela categoria de policiais civis denominada "agentes da autoridade policial".
E, para finalizar, ousamos manifestar nossa integral disposição em labutar, com os meios legais de que dispusermos (com todos eles), em prol da consecução do objetivo primordial acima exposto.
Quem somos nós?
Somos apenas cidadãos que integram a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

LUIS ANTONIO CORSO DA COSTA, TC PM; WANDERBY BRAGA DE MEDEIROS, Maj PM; FABIO GONÇALVES DE CARVALHO, Maj PM; ROBERTO CAVALCANTI VIANNA, Maj PM; ROGÉRIO FIGUEREDO DE LACERDA, Maj PM; EIMAR RODRIGUES PEREIRA, Maj PM; MARCUS VINÍCIUS RODRIGUES, Maj PM; MARCOS ANDRÉ TORTOLA, Maj PM; WAGNER MELLO DA SILVA, Maj PM; LUIZ CARLOS DOS SANTOS BAPTISTA, Maj PM; VITOR AUGUSTO R. SERRA, Maj PM; GUSTAVO PINHEIRO MARQUES, Maj PM; LEONARDO DE MIRANDA QUEIROZ, Maj PM; RUBENS CASTRO PEIXOTO JR, Maj PM; MARCO ANDRADE, Cap PM; NADIA LUANA CARDOSO DA CONCEIÇÃO, Cap PM; PATRÍCIA LIMA DE C. SERRA, Cap PM; WANDERSON BRAGADE MEDEIROS, Cap PM; MÁRIO MARCELO DIAS BRASIL, Cap PM; ROBSON AROUCHEM CARDEAL, Cap PM; ELIÉZER DE OLIVEIRA FARIAS, Cap PM; ADRIANO DE SIQUEIRA BULHÕES, Cap PM; ARISTHEU DE GÓES LOPES, Cap PM; LUIZ ALEXANDRE SOUZA DA COSTA, Cap PM; MÔNICA RIBEIRO PEREIRA, Cap PM; SIDNEI ROBSON PAZINI DA SILVEIRA, Cap PM; DÉCIO KEIJI TAKAMINE, Cap PM; TOMÉ A. DE SOUZA, Cap PM; MAURICIO VIEIRA, Cap PM Ref; ANTONIO TADEU REIS BARBOSA, 1º Ten PM; RODRIGO CERESER CAMARA, 1º Ten PM; ANDRÉ LUIS FERNANDES DE MORAES, 1º Ten PM; BRUNO SCHORCHT, 1º Ten PM; RENATA DE MORAES MATTOS, 1º Ten PM; MARCIO PEREIRA DO COUTO, 1º Ten PM; IVAN SOUZA BLAZ JÚNIOR, 1º Ten PM; ANTONIO F. DA COSTA NETO, 1º Ten PM; FLÁVIA GABRIELLA DE SANATANA, 1º Ten PM; ANDRÉ VIEIRA GUEIROS, 1º Ten PM; CARLOS EDUARDO OLIVEIRA COSTA, 1º Ten PM; SARITA VIANNA DOS SANTOS, 1º Ten PM; ANGELICA VELLOSO, 1º Ten PM; ORLINDA CLAUDIA ROSA DE MORAES, 1º Ten PM; RUBENS DO VALLE LUCIO DA SILVA, 1º Ten PM; EDSON RAIMUNDO DOS SANTOS, 1º Ten PM; MICHAEL BASTOS SANTANA, 1º Ten PM; JAGUARIBE DO NASCIMENTO FERREIRA, 1º Ten PM; RICARDO RIBEIRO BALDANZA, 1º Ten PM; JAQUELINE VICTÓRIO R. CARVALHO, 1º Ten PM; FABIANE CARDOSO MACHARET, 1º Ten PM; GLEISON NUNES DUTRA, 1º Ten PM; LUÍS GUSTAVO A. FREITAS, 1º Ten PM; LEONARDO NOGUEIRA, 1º Ten PM; GLAUCO SCHORCHT, 1º Ten PM; JORGE AURÉLIO SAMPAIO FERREIRA, 2º Ten PM; RUBENS SANTIAGO DOS SANTOS, 2º Ten PM; ROGERIO DA NATIVIDADE REGIS, 2º Ten PM; DAVID RICARDO GONÇALVES COSTA, 2º Ten PM; ANDRE LUIZO. DE ALBUQUERQUE, 2º Ten PM; LEANDRO MATIELI GONÇALVES, 2º Ten PM; RODRIGO FERNANDES QUEIROZ, 2º Ten PM; ANDRÉ LUIS DE AZEVEDO REZENDE, 2º Ten PM; CARLOS HENRIQUE C. BARRIM, 2º Ten PM; THIAGO LUIZ RIBEIRO TEIXEIRA, 2º Ten PM; ELTON COSTA GOMES, 2º Ten PM; JOÃO PAULO RODRIGUES DA SILVA, 2º Ten PM; EMERSON JOSÉ DA SILVA MOURA, 2º Ten PM; RAFAEL FERNANDES ALBERDI, 2º Ten PM; FILIPE MATOS DE CARVALHO, 2º Ten PM; MONIQUE ARAUJO DAMASCENO, 2º Ten PM; FRANCISCO AMORIM MAGALHÃES, 2º Ten PM; JÉSSICA FARIA DE ALMEIDA, 2º Ten PM; MICHELLE MARIANO FIALHO, 2º Ten PM; GIANCARLO SANT'ANA SANCHES, 2º Ten PM; LUIS FILIPE B. DA COSTA, 2º Ten PM; ABRAHÃO DE SOUZA CLIMACO DA CUNHA, 2º Ten PM, e DANIEL DA CUNHA NEVES, 2º Ten PM.

Além de oficiais do CBMERJ e de praças da PMERJ, também solidários ao pleito.

INTEGRAÇÃO SALARIAL - EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Não restam dúvidas de que a atuação harmoniosa e integrada das instituições policiais tem importante potencial para gerar nos destinatários de seus serviços melhores patamares, objetivos e subjetivos, de segurança, propiciando controle mais eficaz da criminalidade e da violência.
Esforços foram e ainda são despendidos em prol de tal mister, seja com a freqüência de discentes de ambas instituições às mesmas atividades curriculares, seja com a adoção de matrizes curriculares menos dogmáticas.
Todavia, importante ponto não foi ainda objeto de observação mais acurada por parte do poder executivo: as disparidades salariais vigentes nas policiais fluminenses.
Se por um lado, delegados de polícia estão entre os melhor remunerados do Brasil, tal assertiva não se aplica aos integrantes da Polícia Militar, freqüentadores das últimas colocações no ranking da remuneração policial militar pátria.
Buscando, sobretudo, a coerência, cabe ressaltar que Delegados e Oficiais não desempenham funções de natureza tão diversa quanto pode, ao menos à primeira vista, parecer. Afinal, embora os primeiros sejam civis e trajem terno e gravata e os segundos militares, logo, fardados, Delegados e Oficiais desempenham atribuições típicas de polícia judiciária, cada qual em sua esfera.
Se a Delegados incumbe a presidência de autos de prisão em flagrante, Oficiais também são passíveis de tal mister, embora, é claro, no campo do Direito Penal e Processual Penal Castrense. Se Delegados conduzem Inquéritos Policiais, Oficiais também o fazem em relação a Inquéritos Policiais Militares.
A propósito, embora não haja qualquer intento de hierarquização quanto à importância, mas, tão somente, de busca de reconhecimento do nivelamento funcional existente entre autoridades pertencentes a instituições distintas, é oportuno salientar que Oficiais de Polícia, formados ao longo de três anos e em regime de internato, são acometidos mesmo de funções de natureza jurídica, quando nomeados para a composição de Conselhos no âmbito da Justiça Castrense.
Ora, sendo assim, o que justificaria que um Delegado de Polícia de 3ª classe, recém nomeado, percebesse - e percebe - remuneração significativamente superior a inerente ao posto de Coronel da Polícia Militar, normalmente alcançado após mais de vinte e cinco anos de labuta profissional?
E o que dizer, por oposição, de Aspirantes-a-oficial, recém egressos de sua formação profissional ao longo de três anos de curso, aos quais cabe remuneração inferior à percebida por todos os níveis da Polícia Civil?
Outros estados já perceberam ser fundamental sanar incoerências remuneratórias para lograr melhores patamares de verdadeira integração profissional. Caso foi, por exemplo, o ocorrido em Goiás, onde foi reconhecido o devido nivelamento entre funções policiais alusivas às instituições civil e militar para, em seguida, atribuir-se, ao longo de mais de um ano, a remuneração correspondente, senão vejamos:


Fonte: PMGO

A integração salarial das instituições, respeitados os níveis hierárquicos, bem como as funções correlatas de ambas, representa importante contributo à harmonização de desideratos profissionais e também do próprio animus de seus integrantes no que respeita às pretensões remuneratórias, possibilitando ao governo, inclusive, a adoção de política salarial una.

Ora, que melhor forma há de o Estado suscitar em seus servidores policiais o desejo de que atuem de forma harmônica e, guardadas as proporções, una na prestação do serviço público de segurança, do que ele mesmo - Estado - dispensar tal tratamento em relação a tais administrados?

Os "40 da Evaristo" - Relatório de reunião.

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Conforme previsto, a reunião foi levada a efeito de acordo com a pauta elaborada.

Após breve introdução, abarcando informações alusivas à existência de representação de oficiais do último posto labutando, dentre outras coisas, em prol de ideário remuneratório similar, o mote de INTEGRAÇÃO SALARIAL entre PM e PC foi ratificado, como também o itinerário traçado com vistas à labuta em prol de sua concretização.

Foram reportados ainda detalhes alusivos ao feed back positivo recebido acerca da questão em relação ao Dep. Est. Wagner Montes e à qualificada parcela da imprensa escrita.

Foi lida e aprovada carta aberta a ser divulgada.

Permanecemos agora na expectativa da confirmação de data, horário e local para a realização de reunião aberta a todos (oficiais e praças), inclusive do CBMERJ, com vistas à democratização e maior divulgação de nossos anseios e perspectivas.

No ensejo, gostaríamos de agradecer aos cerca de 100 militares presentes, dentre oficiais PM, oficiais BM e praças PM, pela coragem moral e pela maneira ordeira e pacífica com que os trabalhos puderam ser conduzidos.

Os "40 da Evaristo" - Próxima reunião.

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Caros Srs (oficiais e praças)

Pela presente, gostaria de ratificar que a próxima reunião, ainda restrita, dar-se-á em 02Jul07.

Rogo aos oficiais e praças convidados que compareçam, de acordo com o local e horário de que tiveram ciência.

Da pauta da reunião constarão, dentre outros pontos, a divulgação da proposta de integração (com tabelas), o teor de carta aberta a ser publicada e, principalmente, o desenho dos próximos passos.

Questões serão submetidas ao crivo democrático, com absoluta igualdade na valoração de votos, independentemente de grau hierárquico.

Lembrem-se de que juntos, oficiais e praças, somos fortes.

"Lutemos por uma Polícia Militar melhor.".

23/06/2007

Os "40 da Evaristo" - Integração salarial - PCxPM (PARA TODOS).


Até agora, além da comunidade do Orkut contrária à redução de interstício, agregando nada menos de que cinco turmas de oficiais, acusaram ciência acerca do pleito:

BPChq - CIntPM - 7º BPM - APM D. J. VI - PM2 - DGP - 12º BPM - BPRv - 5º BPM - BPTur

Os "40 da Evaristo". Sendo pragmático.

Sem pesar e tendo em consideração objetivos maiores, comunico aos dignos leitores a ativação temporária da moderação de comentários.
Continuo no aguardo de ciência.