22/07/2008

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2 comentários:

Anônimo disse...

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) criticou na tribuna da Câmara a PEC 549 que cria a carreira jurídica para delegados de polícia. Segundo Pimenta, a PEC tem caráter corporativo já que não está inserida numa discussão ampla da segurança pública. Antes de subir à Tribuna Pimenta se reuniu com os policiais federais de todo o Brasil que estão em Brasília mobilizados contra a aprovação da proposta.

O parlamentar ressaltou que muitas vezes a própria Câmara caminha na direção contrária daquilo que a sociedade espera na área da segurança pública. “Um exemplo é a discussão na Comissão de Segurança Pública de um substitutivo apresentado por um colega deputado que propõe acabar com a possibilidade das polícias militares realizarem o termo circunstanciado”. Para Pimenta essa proposta contraria uma visão moderna da segurança que contempla o ciclo completo das polícias.

O deputado federal gaúcho ressaltou que é preciso ter a coragem de fazer o debate necessário, o debate real, que possa de fato enfrentar os gargalos da política de segurança pública. “Nós temos que abrir de verdade uma discussão neste País sobre o inquérito policial, esse instrumento que só existe hoje no Brasil, em 2 países da África e talvez em algum outro país do mundo, já que todas as demais nações avançaram no sentido de uma outra formulação”, frisou.

Pimenta defendeu também a necessidade de avançar no debate sobre as carreiras na polícia. “A Polícia Federal é um exemplo de eficiência. E eu pergunto aos senhores: é possível que uma Polícia como essa, um agente com 11 anos de carreira esteja no topo de sua carreira? É possível uma delegacia numa região de fronteira, numa região complexa com 20, 30, agentes experientes, com 25, 30 anos de serviço e, às vezes um jovem recém-formado, um bacharel que nunca teve nenhuma experiência da vida passa num concurso e assume como delegado para chefiar esses policiais?”.

Para o parlamentar seria muito mais correto que um delegado de polícia pudesse ser o ápice da carreira policial. Tanto nas Polícias Estaduais quanto na Polícia Federal. Ele defendeu a entrada dos policiais por uma única porta. “As pessoas têm que fazer concurso e ascender nessa carreira, como uma carreira única, como são nas mais modernas e eficientes estruturas policiais do mundo. E nós temos que fazer essa discussão aqui no Brasil sem o temor de natureza corporativa, bastando o interesse da sociedade como norte para esse debate e para essa discussão”.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais Marcos Vinício Wink elogiou a intervenção do deputado. Para Wink, a PEC 549 é uma afronta aos policiais e à sociedade. “Existem temas fundamentais na área da segurança pública que são extremamente relevantes para a polícia e a sociedade, mas infelizmente temos que enfrentar proposições corporativas como esta”.

Marcos Wink disse que os policiais estão mobilizados e prontos a debaterem na Câmara dos Deputados e em outros fóruns propostas que tratem da segurança como um todo. "Não iremos compactuar com medidas que visam, única e exclusivamente, beneficiar um grupo".
E-mail deputado Paulo Pimenta: dep.paulopimenta@camara.gov.

edival anchieta disse...

prezado wanderby, embora nao o conheça pessoalmente, mas vejo reais e sinceras vontade de se mudar esse quadro tètrico que se transformoua a segurança pùblica em nosso estado. hoje do jeito que a situaçao se encontra qualquer tentativa de se colocar um instrumento como esse nas maos de policiais despreparados, correriamos serios riscos. nao se esqueça que ainda nao avançamos nada na segurança pùblica aqui no rio de janeiro, onde os deputados votam com o governador, ou seja o governador detem o controle total da alerj. num passado recente tivemos um evento que maculou todos que militam na segurança pÙblica(ppmm.bbmm,pc) que fôra o caso de dois sargentos pms( graduados da corporaçao) carregando um corpo de bandido mas ainda humano num carrinho de obra.ou a forma que fôra retirado do veiculo o administrador de empresas morto numa àrea conflagrado do rio de janeiro. a questao da segurança pùblica passa por uma reforma interna, mudando a principio o famigerado rdpm ou rdcberj que anula seus homens como seres pensantes, comungo da idèia que funcoes nao militares(segurança pùblica)sao de todo incompativeis com instituiçoes militares, que só devem exercer tarefas militares e,eventualmente, devem ser desmilitarizadas ou mesmos extintas.nao há meio termo. dà forma como está nada além de mero analgesico:assim que for retirado a dor volta porque o mal foi preservado.
um abraço
edival anchieta