15/04/2007

Os números não mentem! Contra fatos não há argumentos!

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Voltando ao Rio Grande do Sul, vejamos os resultados de pesquisa realizada pela Brigada Militar acerca da aferição de seu trabalho com a lavratura de termos circunstanciados:

A opinião dos Juízes

Questão 1 - Quanto ao número de procedimentos remetidos ao JECrim:

Questão 2 - A sociedade gaúcha está sendo beneficiada com a possibilidade de lavratura de termos circunstanciados pela Brigada Militar?

Questão 3 - Quanto ao grau de satisfação dos Termos Circunstanciados lavrados pela Brigada Militar, está em relação à forma:

Questão 4 - Quanto ao grau de satisfação dos Termos Circunstanciados lavrados pela Brigada Militar, está em relação ao conteúdo:

Questão 5 - Quanto ao grau de satisfação dos Termos Circunstanciados lavrados pela Brigada Militar, está em relação à tempestividade

4 comentários:

Anônimo disse...

CARO MAJ PM WANDERBY

GOSTARIA QUE V. Sª MANIFESTASSE OPINIÃO A RESPEITO DESSE ASSUNTO. APESAR DO EDITORIAL NÃO TER NADA A VER COM O ASSUNTO.


ASSASSINATO DE EQUINO NA ESTRADA DE TRIBÓBO
REF.: 010/2007
Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2007

Ilmo.Sr.
Dr. José Mariano Beltrame
Secretário Estadual de Segurança Pública
Praça Cristiano Otoni, s/no.
Prédio da Central do Brasil
Centro - 20.221-250
Rio de Janeiro - RJ

Prezado Doutor Beltrame,

Vimos através da presente, solicitar a Vossa Senhoria que tome as devidas providências para que seja apurado e informado à SUIPA os responsáveis pelo assassinato de um casal de eqüinos, cuja fêmea se encontrava prenha, na data de hoje, no 6,5 km da Estrada de Tribobó, Estado do Rio de Janeiro.

A SUIPA recebeu diversos telefonemas esta manhã e também um email de um médico sobre o assunto. Todas as pessoas que presenciaram o crime ambiental, conforme Lei Federal no. 9605 artigo 32, se sentiram revoltadas com a frieza e com a atitude de "praticidade" dos policiais para matar, isto é, assassinar dois animais indefesos que estavam apenas assustados em via pública e que já estavam se encaminhando para a parte do encostamento da referida estrada. Uma viatura do Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual com quatro policiais parou, encurralou os animais e literalmente assassinaram a tiros, às 09:00 horas de uma manhã ensolarada de quinta-feira, dois animais inocentes. Moradores informaram aos representantes da SUIPA, que estiveram no local por volta das 13:00 horas, que havia crianças e várias pessoas que presenciaram os policiais praticando aquele ato de crueldade e se sentiram temerosas de serem atingidas por balas perdidas. Depois do "trabalho" realizado, a viatura se dirigiu "na contramão" pela mesma estrada. O médico que nos contatou por telefone e depois por email, disse que estava revoltado com o ocorrido e que falou com soldado Ewerton do Batalhão, por telefone, que não soube explicar o ato dos policiais. O Comandante Pacheco, do referido Batalhão, também não se posicionou sobre o assunto por não ter sido encontrado pelos representantes da SUIPA.

A SUIPA foi ao local onde os animais ainda se encontravam literalmente jogados em poça de sangue e os médicos veterinários constataram que os equinos estavam com perfurações em suas cabeças, ferimentos estes provocados por arma de fogo. A fêmea se encontrava prenha e, segundo os moradores, enquanto agonizava, o feto ainda se mexia em sua barriga. A SUIPA encontrou junto a um dos animais, uma cápsula de munição, aparentemente de fuzil, deflagrada que será enviada, junto com um dossiê contendo as fotos tiradas dos animais assassinados, para o Ministério Público.

Acreditamos que Vossa Senhoria, mesmo tendo uma infinidade de emergências com relação à segurança de todos nós cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, não se esquecerá de ajudar a SUIPA a descobrir assassinos que não deveriam estar usando a farda de nossa Polícia, que para ser respeitada pela população, não pode manter indivíduos que não respeitam seres vivos, sejam eles humanos ou não humanos.

No aguardo de um pronunciamento por parte de Vossa Senhoria sobre o assunto, subscrevemo-nos

Atenciosamente,

Izabel Cristina Nascimento
Diretora-Presidente

Wanderby (wanderby@oi.com.br) disse...

Cara Sra
Me parece uma atitude desprezível (em todos os sentidos), nada profissional e digna de vergonha para os integrantes da força.
Já atuei na referida Unidade e tenho recordação de que possuíamos um caminhão justamente para o recolhimento de tais animais (VIVOS), para o que havia, inclusive, um militar especializado em laçá-los.
O que ocorreu (segundo o relato) foi, no mínimo, absoluta falta de sensibilidade.
Sugiro que o relato seja encaminhado ao Ministério Público e à Corregedoria Interna da Corporação, a fim de que possa suscitar a instauração de investigação.

Anônimo disse...

Major, gostaria que o senhor desse opiniao, ou fizesse um post a respeito da uniao das Policias Militar e Civil. Independente da diferença salarial, queria uma opniao de um Oficial, de como seria uma unificaçao dessas. A militar vira civil? A civil vira militar? Nao consigo ver um inspetor depois de 25 anos virando militar. E nem um Coronel virando civil... Como o senhor acha que poderia ser feito isso?

Wanderby (wanderby@oi.com.br) disse...

Acho que não poderia (nem deveria) ser feito!
As diferenças culturais são muito marcantes.
É necessário alterar estruturas policiais para que seja obtido êxito relativo no "controle" da criminalidade e da violência?
Por que insistimos em situar a "solução" da questão na necessidade de alteração de estruturas policiais?
Imagine se a Polícia Civil cumprisse sua atribuição principal e elucidasse, por exemplo, ao menos 40% dos homicídios praticados?
Imagine se a PM também cumprisse sua função principal e mediasse os conflitos que lhe são apresentados sem conduzir as pessoas às delegacias policiais, carreando suas querelas diretamente ao poder judiciário?
O problema não está necessariamente nas estruturas, mas na maneira como os organismos são empregados.
O problema está na ostensividade, ineficácia e falta de responsabilização da Polícia Civil.
O problema está na natureza essencialmente bélica das "operações" da PM, tendo por principal foco de seus serviços... os marginais.