17/10/2007

Um pouco de luz na penumbra.

"Hoje o encarceramento dos pobres no crime do tráfico tem sido algo que exerce uma função de controle social terrível. O ex-governador Nilo Batista dizia que essa guerra contra as drogas era irracional porque mata mais que as drogas. Mas eu acho que existe uma função oculta por trás dessa guerra. Há uma lógica de controle das classes 'perigosas'. Assim, o Estado exerce o controle das favelas através desse discurso da guerra contra as drogas, que justifica proibição de bailes funk, toques de recolher etc. Está morrendo gente dos dois lados e as drogas continuam.".

Delegado de Polícia Civil do RJ e Jornalista Orlando Zaccone.

Confira entrevista sobre o livro em http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/dizventura/

6 comentários:

Anônimo disse...

18/10/2007 01:42:00

Comandante da PM se fortalece

Coronel Ubiratan contorna a crise e consegue manter corregedor da corporação no cargo


Adriana Cruz e Gustavo de Almeida


Rio - A obstinação do comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Angelo, em permitir a permanência no cargo do corregedor-geral da corporação, coronel Paulo Ricardo Paúl, surtiu efeito. Os contatos com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, começaram pela manhã. À tarde, o comandante-geral e o secretário se reuniram. Mas antes mesmo do encontro, Beltrame já declarava que a exoneração do oficial estava descartada. “Por que eu iria tirá-lo? Não estou pensando nisso. Se tem descontentamento ou insatisfação, tem de mudar e não ficar dando margem para qualquer discussão. Mas isso não acontece no caso dele, pelo menos no momento, não”, afirmou Beltrame, observando que houve troca em nove delegacias da Polícia Civil.

Como O DIA noticiou ontem, Paúl irritou o governador Sérgio Cabral com a insistência em convocar o diretor de ‘Tropa de Elite’, José Padilha, para prestar depoimento sobre a colaboração de oficiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no filme.

Padilha chegou a divulgar uma nota na qual anunciava a decisão de não ir ao depoimento.

Na nota, o diretor dizia ter sido aconselhado pelo governador a “ignorar” o Inquérito Policial Militar aberto pela Corregedoria e pela Auditoria da Justiça Militar. No dia seguinte, Padilha acabou decidindo ir ao encontro da responsável pelo inquérito, tenente-coronel Ana Cláudia Siciliano.

Ontem, Cabral se manteve isento. “Se não escolho delegado, se não escolho comandante de batalhão, se não escolho o chefe de polícia, como vou escolher corregedor?”, questionou.

O ex-capitão Rodrigo Pimentel também deu depoimento ontem e explicou que as cenas de escalada no Pão de Açúcar, sobre as quais pesava a suspeita de policiais do Curso de Operações Especiais terem ajudado atores na subida, foram gravadas três meses depois do curso verdadeiro do Bope. “As cenas foram gravadas em novembro e o curso tinha sido em agosto. Expliquei que os alpinistas eram do Corpo de Bombeiros”, disse o ex-capitão do Bope e roteirista de ‘Tropa de Elite’. O depoimento de Pimentel durou duas horas e meia.

Anônimo disse...

Até que enfim um comentário inteligente e sério.

Anônimo disse...

Um pouco de luz na penumbra?
Como assim?
Deixa eu ver, será que o nobre policial defende a idéia de que tudo se resume a estória dos ódios de classe?
Vc é um desses que pretende transformar o Brasil em muitos Vietnãs, como está pregando Hugo Chaves?
Cara, esse papo comunista é furado!
Isso não deu certo em lugar nenhum.
Não, aliás, deu sim, na China, uma ditadura Capitalista. A China é hoje o único país Capitalista onde há uma ditadura. É o comunismo pelo avesso.
Cara, você e esse delegado estão delirando.
Não é a pobreza que promove o crime não irmão, e nem as desigualdades. O que promove o crime é a indiferênça ante ele.
É a impunidade, a fraqueza das autoridades, é a pressão dos jornais sobre os gestores da segurança, toda vez que um resultado não desejado acontece, e os jornalistas caem de pau para aumentar vendagem etiragem do jornal. O que promove o crime é a cobiça, os valores saudáveis desprezados, é o desprezo pelos valores morais sobrepujados por comportamentos antisociais perversos e assustadores, considerados culturais para justificar lassidão, concuspicência, desrespeito, vandalismo, irracionalidade e intolerancia.
Não é a pobreza que despreza esses valores não, senhor, é a irreflexão tolerada e incentivada no homem moderno, pobre ou rico, culto ou analfabeto, mas sedento de gozo fácil e sem sentimento de culpa pelos danos que causa a si e ao seu semelhante.
Há muitos lugares no mundo onde desigualdades sociais existem e muito mais intensamente e expresssivamente que no Brasil.
A felicidade, major, bem para o qual voltamos nossos esforços durante toda nossa existência, é uma condição da alma, não da carne.
O comunismo, major, pretende a igualdade das condições sociais pela promoção violenta e sanguinárea de guerras internas opondo pobres e ricos.
Onde deu certo?
Na URSS?
Em Cuba?
Na Argélia?
Na Albânia?
Onde?
Em qual lugar desses não se implantou um tirânia causadora de milhões de mortes de pessoas que ousaram dizer coisas que o senhor insinua gostar e querer, justamente por viver num país democrático.
O senhor viu quantas pessoas foram presas e condenadas em Cuba de 2003 para cá, por discordar do presidente Fidel Castro?
O senhor quer o paredón para o Brasil?
me responda por favor.

Anônimo disse...

Caríssimo Sr Maj Wanderby,
já li o livro do Zaccone.é muito bom e recomendo.
estamos antenados.melhor do que o livro é conhecer o trabalho na delegacia dele com os presos que não deveriam estar lá.
Continuo te admirando como oficial e espero um dia voltar a ter a oportunidade de trabalharmos juntos.
o que nos une é muito maior do que nossas divergências.
forte abraço
Maj Batista-caveira 91 (morte aos anônimos)

wanderby@oi.com.br disse...

Caros Srs
Devo dizer que apenas fiz chamada elogiosa à linha de pensamento (Zaccone) que me parece absolutamente coerente.
Batista, companheiro de algumas angústias no BPFer e oficial por quem nutro admiração, é uma honra tê-lo por aqui. Creio que tenhamos mais pontos de vista em comum do que divergentes.

Neto K. disse...

Olá...
Dois comentários. O primeiro para um comentador, o segundo para o autor.

1º) Anônimo do coment que se inaugura dessa forma "Um pouco de luz na penumbra? Como assim?" , vai com mais calma aí. Você tem razão sim, pelo conteúdo do coment., e mais: faltou ainda dizer o quanto a revolução gramscista vem crescendo no Brasil, sorrateiramente, por meio da ditadura da esquerda, que promove mentiras como a igualdade, a reforma agrágria e tantas, tantas outras. Vivemos em tempo de khaos, certamente. Outrossim, é lamentável ver um polícial rendido a essa ideologia podre, anti-crista; contudo, a revolução já se opera em avançado nível e essas mentiras que contam já se tornam, nesse país das bananas, "verdades", lugar-comum. Então, as pessoas que vão pelo lugar-comum, a Maioria (e sempre foi a maioria, em todo lugar), acabam se seduzindo e usando dessas mentiras para falar o que querem.
Tudo isso para lhe dizer que não se zangue com o policial desse blog. Ele não é o culpado. Nada de vítima, também. Não gosto dessa coisa de vítima. Mas ele não entenderá, certamente, o que você está querendo dizer. Você tá ligado em instrumentos para o fins ? Só isso.
2º Agora para o policial, e eis o motivo de ter entrado em seu blog. Qual é o salário de um capitão do BOPE, como o do Nascimento, representado no belo filme Tropa de Elite ?
OBrigado